sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A Negação “O Meu filho não é Viciado..."


(Modulo – II)

_A Negação “O Meu filho não é viciado

O que poderá um Pai fazer? E trazer o filho de volta para o seio familiar!
Tudo irá depender do “Caminho” que ele próprio e você irá escolher. 
(Modulo I, Sessão de 09FEV18)

Estes jogos foram concebidos para serem VICIANTES

O jogador é constantemente desafiado para novas tarefas e os seus resultados têm efeitos nos benefícios para a equipa.

Um jogo implica uma troca entre o jogador e o objecto que, para continuar e repetir-se, tem que trazer uma noção de prazer e recompensa para quem está com o comando na mão.

Existindo uns que viciaram mais do que os outros! Mas esta lista bateu todos os recordes de vicio… e como Mãe, Pai ou Irmão DEVE verificar se os conheces, ou os nomes te são familiares por aparecerem nos comentários do vosso familiar.
Verifica também como entram nas mentes dos players e os controlam.

Diablo 3
“Por altura do lançamento da terceira versão, Diablo conseguiu ser o jogo que vendeu mais rapidamente na História (isto em 2012). Onze anos de espera resultaram num jogo altamente desejado, mas a Blizzard não desiludiu e conseguiu polir aquele que era um jogo quase perfeito. Se toda série é excelente, Diablo 3 consegue ser ainda um bocadinho mais excelente e preencheu muitas madrugadas em busca de mais loot.” 

Civilization V
“Quantas vezes pensaste “é só mais um turno” e deste por ti a adiar sucessivamente a hora de ir para a cama?
Civilization é uma das séries preferidas aqui no FoboWorld, mas o vício é global e Sid Meyers tornou-se um dos nomes mais conhecidos no mundo dos vídeojogos. A quinta edição de Civ não foi inicialmente a preferida dos fãs, mas conseguiu crescer e, depois de expansões como Gods & Kings, consolidou-se como tão viciante como as que a antecederam.” 

Call of Duty
CoD não é só um jogo e pode ser também um modo de vida. Quem se vicia em qualquer uma das versões de CoD entra para um mundo que o vai absorver até só sobrarem os ossinhos. Em 2013 tinha mais horas de jogo acumuladas do que o tempo de vida total da humanidade e já foi jogado por mais de 100 milhões de pessoas.



World of Warcraft
WoW é uma espécie de “Rolling Stones dos vídeojogos”: envelhece e não muda muito, mas consegue ser ainda tão bom como da primeira vez que o jogámos e basta pronunciar o seu nome para encher um estádio de fãs. Há 12 anos que está no mercado, conseguiu sobreviver à crise que atacou os MOO há pouco menos de uma década e, apesar de ter vindo a perder fãs, continua a ter mais de 5 milhões de jogadores. 

Sims
Apesar de Sims IV não ter obtido o reconhecimento que tinha sido reservado para os seus antecessores, ainda não foi o prego definitivo no caixão da franchise. O prazer voyeurista de observar, alterar e desenhar todos os aspectos de uma vida que não é a nossa, continua a ser altamente viciante e, mais do que um tamagotchi, a perversão/diversão de descobrirmos os limites de um Sim traz-nos ainda uma ponta de êxtase que deve pertencer aos meandros da psiquiatria

EverQuest
Antes da vaga de MOOs modernos como WoW ou Eve Online, foi no EverQuest que começaram a surgir os primeiros sinais que estava para chegar uma pequena revolução. Foi o jogo onde se inventou a especulação de bens virtuais com dinheiro real e um dos primeiros exemplos dos vícios extremos a que podem chegar os jogos que criam comunidades tão fortes como este. Chegou a ser proibido no Brasil e, 17 anos depois, ainda tem um grupo de jogadores bastante activos. 

Minecraft
Se há um jogo sobre o qual se pode dizer que tem demasiadas coisas para se fazer é Minecraft. A quantidade de mini-jogos, cenários e universos é estonteante e nunca para de crescer, fazendo com que este jogo seja uma verdadeira plataforma onde os jogadores criam o que bem lhes apetece. Capaz de agradar a crianças e adultos de igual forma, tem apresentado uma nova geração de geeks à programação e não dá sinais de perder embalo. 

Candy Crush Saga
“Entre aquilo a que se designa de “casual games”, títulos desenhados para utilizadores que raramente pegam noutros jogos, apareceram diversos exemplos que simplificaram a jogabilidade de tal forma que ficaram só com aquilo que os faz únicos. Candy Crush é um desses jogos, tão simples e familiar que bastam dois minutos para todos entendermos o que se deve fazer, mas capaz de proporcionar horas e horas de entretenimento completamente relaxado.” 

Tetris
O jogo criado pelo russo Alexey Pajitnov é o exemplo fundamental de jogabilidade acessível que desde 1984 é reinventada tantas vezes, mas dificilmente consegue superar o original. Numa altura em que ao seu lado nas arcadas tinha a concorrência de Xevious ou Pole Position, Tetris surpreendeu com gráficos e comandos simples e levou a que uma geração inteira adormecesse a encaixar peças na sua imaginação.”

Grand Theft Auto V
“Está há mais de três anos no mercado e continuamos a pegar nele regularmente. Esta forma de violência gratuita é um pouco como ir ao ginásio dar socos a um saco de boxe: deixa-nos cansados, com uma estranha sensação de descarga e ajuda a diminuir a tensão, motivos que nunca saem de moda. Com 65 milhões de cópias vendidas e ainda muitos jogadores nos servidores, apesar da opinião dos seus detractores,  são 65 milhões de jogadores que têm um sítio onde ventilar frustrações de um dia que correu mal no trabalho ou que acabou com uma discussão no trânsito.” 

  
O que fazer então quando o belo passa a Grotesco!

Quando o seu filho chega a uma fase em que,
  • O número de horas frente ao ecrã vai aumentando até chegar à dependência total;
  • Faltam às aulas;
  • Acordam as três horas da tarde;
  • Jogam de forma continua, ultrapassando as 18:00 Horas por dia;
  • Comer apenas nos intervalos;
  • Jogar como não houvesse amanhã;
  • Entra numa espiral de destruição.

Sabias que o jogo foi considerado a primeira adição sem substância

“Há quatro, seis anos, começou a aparecer esta população dos videojogos, sobretudo de estratégia, de tiros e de RPG (Role-Playing Games, em português: jogo de interpretação de personagens).  

As consequências têm a ver com o tempo que perdem a jogar,
  • Os maus resultados escolares e profissionais,
  • Os conflitos familiares,
  • Falta de sono, porque jogam à noite,
  • Má alimentação e,
  • Falta de higiene
 E agora

A segunda ferramenta, passou por possuíres mais conhecimentos sobre o tema em causa. Estares reunido dos dados que obteste na 1ª fase do questionário. 

Deixo-vos então uma nova “Tarefa” para o fim de semana, e o compromisso para realizarem a segunda fase do inquérito, de forma a continuarem a vossa Autorrealização, baseado nos mesmos pressupostos:

  • O que vocês observam;
  • O que os vossos filhos vão responder

II - QUESTIONÁRIO

6. Já tiveste reacções de agressividade ou irritabilidade quando alguém disse que estavas na internet tempo demais?
    Nunca
    Raramente
    Frequentemente
    Sempre

7. Já te irritaste por a internet estar em baixo ou com má ligação?
    Nunca
    Raramente
    Frequentemente
    Sempre

8. Já tentaste diminuir o tempo que passas na internet sem conseguires
    Nunca
    Raramente
    Frequentemente
    Sempre

9. Já te aconteceu deixar de sentir prazer nas actividades fora da internet? 
    Nunca
    Raramente
    Frequentemente
    Sempre

10. Quando existe a possibilidade de socializar "ao vivo" já te aconteceu dares preferência a qualquer actividade online
    Nunca
    Raramente
    Frequentemente
    Sempre

11. Sentes que a socialização com os teus amigos e família já foi afectada por utilização excessiva da internet? 
    Nunca
    Raramente
    Frequentemente
    Sempre

12. O teu trabalho (académico ou profissional) já foi prejudicado pelo tempo que passas na internet? 
    Nunca
    Raramente
    Frequentemente
    Sempre


Nota:
Registem as respostas de vosso(a) filho(a);
Devem primeiro fazer o vosso registo, por observação das semanas anteriores e dos dias seguintes.

Observem, comparem as diferenças, mas não teçam comentários, com o filho(a)…
(Próxima sessão dia 23 de fevereiro)